sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

NOTA DO VEREADOR CAPÁ SOBRE AUMENTO DA TARIFA DE ÔNIBUS DE 17/01/2010





Primeiramente venho ressaltar que como todos os cidadãos moratenses,
também fui surpreendido pelo aumento da tarifa dos ônibus. Tenham a
certeza que minha indignação foi igual de todos munícipes. Alem da
indignação pelo aumento do preço, me senti traído e vou elucidar
o porque.



Não vou expressar minha indignação quanto aos julgamentos chulos e
grotescos que alguns fizeram de  minha pessoa ou quando me
enquadram aos politícos que fazem mal uso de suas funções. Tenho
meus defeitos, mas não trato a politíca como benefício pessoal e
não quero isso como carreira de vida. Mas não abordarei isso a
fundo, não ainda.




Sobre o aumento ressalto minha indignação. Lutei sim contra o
aumento das passagens em 2007, mas não com a intenção eleitoreira
como alguns mencionam. Em minha avaliação outros aproveitaram o
momento, Dra. Andréa e companhia. Final de mandato, momento
desarticulado, as forças políticas engajadas no processo de
eleições, etc.



Conhecer o processo político foi com devidos interesses sim, de como
poderíamos fazer algo pela comunidade. Venho de uma criação
familiar forte, minha formação de valores foi dentro dos Gaviões
da Fiel, com muito orgulho, no qual aprendi a ser verdadeiro,
sincero, olhar pelo próximo de igual, saber organizar-se em
comunidade, em coletividade em bem comum, enfim, uma grande escola de
vida. Dali comecei junto ao Depto. Social a lidar com situações
diversas, no qual com nossa mobilização e dedicação ajudamos
muita gente. Só quis viver isso em Francisco Morato e com meu povo.
E procurei conhecer os caminhos.




O Partido politico para mim é um dos instrumentos que a vida nos
oferece para fazermos as melhorias a nossa coletividade, mas não o
único meio. Optei em conhecer este caminho, pois já conhecia o
assistencialismo e na verdade queriamos lidar nas estruturas que
direciona nossa sociedade, que é nossa estrutura política.



Poderia ir para qualquer partido, os mais fáceis de se eleger,
aceitar os diversos convites dos partidos que me convidaram. Mas não.
Me identifiquei com o histórico do Partido dos Trabalhadores, ali na
sua essência, seu histórico e bandeiras de lutas me representou.
Mesmo ciente de como nosso PT em Morato era, decidi enfrentar a
empreitada.




Era um partido restrito e monopolizado. Sem avanços e anestesiado na
época. Minha entrada culminou num momento que outros companheiros
também queriam construir um PT diferente e somando com a vontade de
outros, começamos a mexer na mesmisse. Muita rejeição e bloqueio.
Abri as portas com suor e com apoio de companheiros que acreditaram
em mim.




Sempre tive meu trabalho e nunca larguei-o durante minha militância.
Tentei eleger-me em 2004, primeira eleição e apesar de não ter
entrado sei de minha contribuição com o PT naquele ano. Poderia ter
usado o que consegui ali a meu favor. Mas apenas segui minha
militância. Optei pela luta, seja dentro do sistema ou na
comunidade. Eis sempre foi meu sentimento.




No caso do aumento da tarifa de 2008, achei um absurdo. Não precisa
estar na poliíica para avaliar nossas dificuldades em Morato e saber
que a tarifa é abusiva pelo período das linhas, trajetos, etc...



Tanto eu como meu coletivo achou ser uma bandeira que nós petistas
tínhamos que abraçar. Muitos foram chamados e pouquissímos nos
apoiaram. Não era uma bandeira minha, mas de todo o partido, de todo
povo moratense.




Nâo foi uma luta somente minha pois incluo os 18 mil moratenses que
assinaram os abaixo assinados.



Não nos deixamos cooptar como muitos e não fraquejamos no dia que a
Câmara lotou com os pau mandados enviados. Iamos até o fim porque
acreditavamos estarmos certos.




Veio
as eleições, se a luta contra o aumento me beneficiou, que seja.
Mas poucos viram o quanto sofremos atrás disso, quantas vezes
acordamos de madrugada para ir na frente da estação, feiras, idas
em diversos bairros, etc. Acreditava mesmo que podíamos lutar contra
aquele aumento maldito. Quantas pessoas passaram por nós
menosprezando a luta do próprio povo moratense. Perseveramos o tempo
todo. Não conseguimos bloquear o aumento mas nos fizemos por
satisfeito por agirmos da forma que acreditamos ser corretas
politicamente. Pessoas acreditaram em mim e me elegeram. Não comprei
ninguem financeiramente e não fiz acordos escrupulosos.




A um ano de mandato, muito venho aprendendo. Nem tudo na composição
e condução do governo municipal me representa. Muitos se deixam
levar pela ganância e faz da politica profissão, reproduzindo o
sistema vicioso que muitos da cidade conhece. Mas eu faço parte do
processo e os que deparam comigo já sabem que não me deixo levar
por estes valores. Ainda sou bruto em lidar com as coisas que acho
errada e muitos já nem se arriscam comigo.




Mas
faço parte do PT que esta no governo e lutarei para que a
administração seja o melhor para todos.




Meu primeiro Projeto de Lei, o Bilhete Único Metropolitano, é um
benefício que gostaria de conquistar junto com o povo moratense.
Mencionaram que não ando de ônibus, mas lembro a todos que não
tive carro e moto a vida toda. Acordei cedo como muitos de nosso povo
e andei, desci e subi morro, trem lotado cedo e a tarde. Se hoje
tenho o que tenho, porque trabalhei muito e conquistei. Mas somente
pode compreender as dificuldades aqueles que as vivem. Esta esta do
transporte eu vivi e muito.



Por isso meu primeiro projeto foi este. Foi aprovado sem
dificuldades, mas a implementação discutimos o ano todo de 2009.
Nossa proposta seria simples. O cidadão moratense pagando uma única
tarifa poderia se transferir e transitar pelas linhas de ônibus no
período de (01) uma hora.




Mas não estava sendo fácil. A empresa Moratense já vinha fazendo
os investimentos necessários para implementação dos cartões
magnéticos em Francisco Morato. O primeiro passo já estava sendo
dado. Mas quando começamos a debater como seria, divergimos nos
interesses. A empresa moratense argumentando por seu lado pensava no
benefício de forma diferente, limitando as linhas de acesso e
transição dos usuários.




Inicialmente nas conversações eles propuseram o benefício de forma
parcial. O cidadão pagaria uma passagem, transitaria pelo período
de uma hora mas não livremente nas linhas de sua opção. Seriam
linhas programadas pela empresa. De meu lado, único interesse é o
direito da transição pelo perído de uma hora pagando-se única
passagem.




Sobre a tarifa, estive em reunião na empresa Moratense no dia 15/01,
dois dias antes do aumento para tratar da implementação do Bilhete
Único Moratense que será implementado agora no inicio de
Fevereiro. 




Nesta mesma reunião foi mencionado, apenas mencionado que pretendiam
aumentar a tarifa. Argumentamos de todas as formas que não seria o
momento certo, fora de nossa realidade e que a justificativa que em
muitas cidades já tinha sido feita e sermos a tarifa das mais
baratas não nos fez




a cabeça. Sabemos da realidade de nosso povo.




Ou seja, já estavam com o Decreto pronto e também me senti
enganado. Senti-me indignado que não houve um debate com a
população, na Câmara, pois se o tivesse nossos posicionamentos
seriam abertos.




E assim aconteceu. Quanto a Prefeitura, também não nos comunicou.
Acreditamos que não é forma do PT legislar e conduzir. Nem
internamente no Partido foi debatido e iremos debater isso no PT. Eis
umas das primeiras coisas que farei dentro de minha função como
novo presidente. 




Me propus a ser Presidente do PT por isso, que juntos com os
militantes, independente da corrente ou grupo, que construissemos um
PT diferente, que governe de forma clara e com debate amplo. 




Deixo claro que estou me posicionando e irei me contrapor a esta
forma do executivo legislar. Não pelas colocações de desafios
impostas pelos críticos, mas porque acreditamos que assim devemos
nos posicionar.




Agora volto a falar de mim. Como gostaria que eu fosse julgado apenas
pelas minha decisões, pela minha atuação politica e não pela
herança maldita da forma podre de fazer política. Tenho
dificuldades em lidar com interesses macabros que vejo. Mas se for
radical não vivo. Não somente na política encontramos seres
humanos gananciosos, individualistas, vaidosos e levados pela
matéria. Convivo com isso mas não reproduzo tais valores. Tudo que
tenho é suado, por mim e minha companheira. Sou abençoado com dois
filhos lindos e muitos amigos (as) que confiam em mim por me
conheceram moralmente.




Sempre ressaltei a muitos dos que criticam o processo político de
nossa cidade. Minhas portas estão abertas. Seja do gabinete ou de
minha casa. Se for questões de melhorias, de luta, estou dentro. Nem
todos os pontos de vista baterão, nem todos concordaremos. Mas como
neste caso do aumento, nossos sentimentos de indignação são os
mesmos.




Quanto aos que generaliza-me com  outros que tem relações com
a empresa , só digo que lamentável. Muitos sabem que não pego
dinheiro algum da moratense, não recebo beneficio da mesma, não
pego passe e não tenho vínculos escrupulosos com a respectiva
empresa. Deveriam respeitar-me e serem menos leviano.s Mas tudo bem,
tratarei-os conforme me tratam.




Não venham alguns dizerem que não aceito opiniões contrárias ou
com discursos de democracia. Sinto que os sentimentos impregados em
muitas críticas foram levianos e cheios de magóas, algumas até
dentro do próprio PT. Que as resolva. Eu sou homem e brigo pelas
minhas idéias, não durmo engasgado. 












VEREADOR
CAPÁ





PRESIDENTE DIRETÓRIO MUNICIPAL






PT – FRANCISCO MORATO

















Nenhum comentário:

Postar um comentário