A representação questiona a distribuição a escolas da rede estadual de ensino da cartilha "Dez na Área, Um na Banheira e Ninguém no Gol", destinada a alunos da 3 série, na faixa dos 9 anos de idade. O material, supostamente didático, tem conteúdo fortemente sexual, palavrões e apologia ao crime organizado.
“As responsabilidades do secretário da Educação e do presidente da FDE dizem respeito ao conceito de ‘lealdade às instituições’, que, no caso da educação, relaciona-se ao comprometimento com o ensino público de qualidade, com os professores e, em especial, com cada um dos alunos da rede”, explica o deputado.
A cartilha de quadrinhos com palavrões começou a ser recolhida das escolas quando houve a denúncia, mas o caso já transformou-se em inquérito na Promotoria da Cidadania do Ministério Público Estadual. O promotor de justiça Saad Mazloum é autor do inquérito para investigar mau uso de recursos públicos e improbidade na compra da coletânea de quadrinhos.
Este não é o primeiro escândalo envolvendo materiais didáticos distribuídos pelo governo. No início do semestre, descobriu-se que um livro de geografia utilizado nas escolas públicas do Estado de São Paulo trazia dois Paraguais e excluía o Equador de um mapa da América do Sul.
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